CONSELHO MUNICIPAL DE POLITICAS
CULTURAIS| CMPC
O marco histórico para a criação de um
conselho de cultura em Palhoça data de 2004, quando a lei nº 1951 criava a
Fundação Cultural Jose Lupércio Lopes na administração pública do município. No
mesmo ano, o prefeito Paulo Roberto Vidal sancionou a lei 1880/2004 que
instituía de forma oficial a criação de um Conselho Municipal de Cultura do
Município de Palhoça.
O município dava um passo importante na
valorização das artes, das manifestações populares, dos artistas em geral, das
políticas culturais, contudo, passados três anos, o poder público não executou
a lei a qual tinha criado.
Em 2007, foi constituída uma comissão
provisória, com a prerrogativa de implementar a nova Fundação e estruturar seu
corpo funcional e as entidades que a compõem, entre elas: Biblioteca Pública,
Secretaria de Educação, Diretoria de Cultura, Academia de Letras de Palhoça e
um convite especial enviado ao Arquivo Público Municipal.
O ano de 2008, iniciou com mudanças
importantes na estrutura de governo, inclusive na Diretoria de Cultura. No
entanto, questões técnicas devem ser implementadas o que garantiram a
manutenção do Conselho. Sendo assim, as entidades que constam referendadas no
artigo 3º da Lei 1880/2004, que integram o colegiado municipal da cultura,
respondem como integrantes do Conselho Curador da Fundação José Lupércio Lopes,
conforme os dispositivos da Lei de criação desta entidade nº 1951/2004.
Após três anos de sua criação o
Conselho da cultura teve sua primeira composição do qual encontravam-se
representados: Secretaria de Educação, Fundação do Meio Ambiente, Secretaria de
Industria e Comercio, Bandas e Fanfarras do Município, Associação Amigos da Arte
de Palhoça, Academia do Livro de Palhoça, Membros de Notório Saber da
Literatura Municipal, Representante dos Artistas Plásticos, Biblioteca Pública
Municipal de Palhoça Guilherme Wethon Filho e Representante das entidades de
Ensino Superior no Município.
A posse dos respectivos conselheiros aconteceu
em 12 de março de 2008, das assembleias foi consenso a realização de sessões
com data fixa, no qual realizava-se todas as primeiras quintas-feiras de cada
mês. Nesta época foram idealizados projetos como a construção da sede própria
da Biblioteca Pública que não saiu do papel que teve como apoiador e fomentador
coletivo denominado Sociedade Amigos da Biblioteca. Outro, importante marco foi
o Tombamento Histórico Cultural da praça da Enseada do Brito, no âmbito
Estadual, restando agora o tombamento nacional do qual encontra-se bem
adiantado. Bastante procurado na época este projeto serviu para capacitar
artistas e produtores: oficina de Captação de Recursos, através do Instituto
IBRAEC. Aconteceu também uma mostra de cinema infantil de forma itinerante, mas
não houve continuidade.
Neste mesmo ano aconteceu mudanças na
estrutura do governo municipal, alterando a atual Diretoria de Cultura para uma
Secretaria de Turismo, Esporte, Cultura e Lazer, não mais vinculada à
Secretaria de Educação. Houve também, debate e muita discussão sobre a
destinação dos prédios públicos como: o Mercado Público Municipal, a Casa da
Cultura Açoriana da Enseada, o casarão da Praça – antigo prédio da Prefeitura,
assim como, o tombamento do Monumento Histórico “Relógio do Sol”, além de uma
proposta de um calendário oficial para a cultura na cidade.
Quanto a espaços culturais, foi observado
pelos conselheiros que o município precisava urgente de centros multiuso,
quadras de esporte, anfiteatro, conservatório de música e salas de cinema.
Tivemos a Marifest, neste ano aconteceu
o lançamento da primeira festa típica em Palhoça. Na ocasião foi feito levantamento
das demandas culturais e mapeamento de artistas e grupos folclóricos, alguns se
destacaram: conchas acústicas, incubadora musical, escritores locais, portal
turístico, mapas e informativos, agentes turísticos, inserções culturais em
pontos de cultura distintos, poemas nas Janelas. Muitas associações de classe, grupos
folclóricos, grupos étnicos, festas e ritos religiosos. Muitos solicitavam
espaço para apresentação; comunicação cultural – mídias, inculturadas com a
realidade artística: jornal, rádio, revista, informativos.
Ainda a necessidade de espaço levou a
proposta de liberar o Mercado Público para Mostras Culturais a qual
administrado pela fundação, organizaria a pauta entre os artistas com a
parceria do Conselho Curador, constituído por representantes das categorias
nomeados no Conselho Municipal de Cultura. Além do levantamento do casario e a
confecção de um Símbolo Oficial para o Município que deveria receber incentivos
para manutenção através da isenção do IPTU.
Findo 2008, a secretaria de Turismo,
Esporte, Cultura e Lazer, apresentou proposta de trabalho com uma estrutura
organizacional que foi interrompida no início do ano seguinte o que prejudicou
a continuidade do conselho inclusive com sua destituição. Retrocesso, a cultura
volta a estrutura da Secretária de Educação, como Diretoria de Cultura.
Passados cinco anos temos novamente a oportunidade de construir cultura neste
município com a eminencia da criação da Fundação de Esporte e Cultura a qual
revogou a lei criada em 2004, mas que nunca se efetivou.
Para tanto, foi chamado as entidades
para Eleição através de Edital Público que se realizou em novembro 2014.
Colegiado constituído, começou a luta pela posse no qual é ratificado pelo prefeito
municipal, consolidando-se em 20 de outubro de 2015. Durante este período
tivemos a sorte de ter inaugurado pelo prefeito estrutura integrada de Esporte
e Cultura - CEU, construída pelo governo federal o que vem garantir o mínimo de
atividades para a comunidade local onde está localizada a praça.
Agora, com a posse deste novo
colegiado, damos a largada para organização de nossas Câmaras Temáticas e
nossos Fóruns Setoriais que irão dizer, como se desenvolver e fazer crescer
nossa economia criativa.
Com o advindo da pandemia do
Coronavírus que assolou o país, em 2020 o governo federal sancionou a lei nº
14.017, de 29 de junho a qual destinado recursos de forma emergencial ao setor
cultural do Brasil. Fazia-se necessária participação da sociedade civil para
que os recursos chegassem ao seu destino: os artistas.
Em 20 de julho de 2020, um grupo de 20
pessoas passou a compor a Comissão Municipal de Acompanhamento de Políticas
Culturais em Palhoça de forma excepcional e de urgência em decorrência da Lei
Aldir Blanc. Sabíamos desde o início que nem todos participariam, haveria uma
seleção natural da atuação frente as ações. Eis que chegamos a um pequeno
grupo, pequeno, mas forte.
Ao longo de cinco meses conseguimos dar
significativos passos na consolidação de políticas culturais em nosso munícipio
de forma mais efetiva, eficaz, difusa e fomentada. Sabemos que um longo caminho
ainda está por vir, há um trilhar contínuo, passo a passo. A luta é contínua.
Dentre as conquistas que alcançamos
neste curto espaço de tempo, elenca-se:
- Aprovar e sancionar o Projeto de Lei
que instituía o Conselho Municipal de Políticas Culturais que estava parado na
Câmara Municipal de Vereados há meses;
-Elaborar dois editais para Lei Aldir
Blanc
-Incluir pela primeira vez na história
de Palhoça quatro aldeias indígenas, beneficiando mais de 60 indígenas;
-Mapear, ainda que inicialmente,
artistas e agentes culturais da cidade;
-Realizar cinco lives com os candidatos
a prefeitura assim como redigir uma carta compromisso com as principais
reivindicações para setor cultural do munícipio;
Para um curto espaço de tempo em que
temos que conciliar nossas diversas atividades pessoais e profissionais,
fizemos um avanço significativo, demarcando território e ressurgindo das
cinzas.
Findado esse processo da Lei Aldir
Blanc, em 2021 o processo de constituição de um Conselho Municipal de Políticas
Culturais continuou. As setoriais elegeram seus representantes e, em 28 de
junho, o prefeito Eduardo Freccia empossou os conselheiros e, em 06 de junho
foi eleito oficialmente o primeiro presidente da CMCP.
Esperançar, sempre. Ação, sempre.
Palhoça/SC, 12 de fevereiro de 2016
Ademir Bussolo
Palhoça/SC, 10 de julho de 2021
Eder Sumariva Rodrigues
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